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HISTÓRICO DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO – REDE MUNDIAL DE ORAÇÃO DO PAPA

O Apostolado da Oração nasceu na França, na cidade de Vals no dia 03 de dezembro de 1844 em um seminário jesuíta. Esse era o local onde os missionários passavam após retornar das missões do sul da Índia e da África, seus testemunhos cheios de ardor e alegria contagiaram os jovens seminaristas ao ponto que, estes já não tinham o desejo de concluir os estudos, mas sair em missão devido à grande necessidade de missionários.

Cheio de sabedoria o padre formador, Francisco Xavier Gautrelet, orientou-os a permanecer e completar os estudos, oferecendo juntamente com seus trabalhos, orações, pensamentos, alegrias e sofrimentos pela missão da Igreja. Surge desta forma o Oferecimento diário, que começa a ser rezado nas comunidades, Pe. Francisco deu o nome de Apostolado da Oração e esta prática espiritual espalhou-se rapidamente.

A devoção espalhou-se por toda a França, Espanha e Portugal com uma grande luta com os jansenistas, doutrina que causava um grande afastamento dos féis aos sacramentos, de maneira especial da Eucaristia. Até que no dia 28 de agosto de 1794 o Papa Pio VI, na sua Constituição Apostólica “Auctorem fidei” declara que a doutrina que rejeita a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é falsa, temerária e ofensiva. Declara ainda que a devoção ao Coração de Jesus é algo essencial.

No ano de 1849 é apresentado pelo bispo de Le Puy ao Papa Pio IX, que confere uma autorização diocesana e tempos depois para uma aprovação do Santo Padre, que aprova os estatutos unindo a esta espiritualidade, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, até um carisma dos sacerdotes da Companhia de Jesus.

Em 1856, o Papa Pio IX instituiu a Festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus e recomendou a consagração de todo o mundo a Ele. E em 1889 o Papa Leão XIII consagra todo o gênero humano ao Coração de Jesus na Encíclica Annum Sacrum, exortando os fiéis a pratica das primeiras sextas-feiras, conforme o pedido de Santa Margarida Maria Alacoque.

Bento XV aprova o culto ao Coração de Jesus com missa e ofício próprio em um decreto em 1921. Pio XI recomenda o culto de expiação e reparação na Encíclica Miserentissimus Redemptor. Contudo, Pio XII no dia 15 de maio de 1856 publica a Encíclica Hautietis Aquas, tendo em vista, toda a história da piedade popular e as revelações particulares à Santa Margarida Maria sobre o culto ao Coração de Jesus; “Essa verdade fundamental permite-nos entender como o Coração de Jesus é o coração de uma pessoa divina, quer dizer, do Verbo encarnado, e que, por conseguinte, representa e nos põe ante os olhos todo o amor que ele nos teve e ainda nos tem. E aqui está a razão por que, na prática, o culto ao Sagrado Coração é considerado como a mais completa profissão da religião cristã”.

Os grupos de Apostolado da Oração espalharam-se por todo o mundo através dos missionários jesuítas e chegaram ao Brasil aonde o Pe. Bento Schembri fundou na cidade do Recife, em 1867, o primeiro centro do Apostolado da Oração no Brasil, mas somente quando o Pe. Bartolomeu Tadei fundou um grupo de Apostolado da Oração em Itú-Sp é que foi sendo bem aceito e propagado por todos os Estados.

Embora o Apostolado da Oração complete esse ano o seu Jubileu de 175 anos, tenha passado por diversos tempos e chegado aos dias atuais atualmente passa por um processo de Recriação. Com novos estatutos e com uma espiritualidade baseada no Caminho do Coração, busca adaptar-se às realidades do tempo presente como a Rede Mundial de Oração do Papa, um serviço de oração, atenta às necessidades do mundo.